Amor & Intimidade - Ciclo de cinema comentado

Desafiando as advertências de George Orwell, a maioria de nós parece pouco preocupada ante a exponencial erosão das fronteiras que separavam o domínio privado do público. Como encarar o facto de as redes sociais alimentarem uma cultura cada vez mais confessional onde já não parece haver lugar para qualquer pudor a respeito da sobre-exposição do Eu? Como podemos medir as motivações e efeitos de os filmes caseiros e as sextapes serem agora indiscriminadamente compartilhados? E os reality shows, que transformaram o sistema de videovigilância num género televisivo de entretenimento altamente lucrativo a fim de explorar a espectacularização dos afectos e emoções?

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  FREEDOM TO MOVE. Os filmes de Wim Wenders

O “olhar” sobre aquilo que está ali, frente à câmara, à nossa frente, à espera que o possamos descobrir, mais do que o “encenar”, do que o “transformar”, foi sempre o que mais fascinou Wenders na realização. E, como ele próprio refere, as suas histórias começam sempres com imagens: “lugares, cidades, paisagens, ruas”. Diz o realizador: “Quando visito, por exemplo, uma cidade, começo logo a perguntar o que se poderia lá passar; acontece-me algo de semelhante com um edifício […]: olho pela janela, chove fortemente e um carro pára diante do hotel. Alguém sai e olha em seu redor. A pessoa desce depois a rua sem um guarda-chuva, embora continue a chover. Começa, então, logo uma história na minha cabeça, pois gostaria de saber para onde é que vai a personagem e como é a rua que ela agora toma.»

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